terça-feira, 12 de julho de 2011

Tudo opunha a moça pobre e sem diploma de Los Angeles ao intelectual abastado da costa Lente.
Ele burguês educado nos livros; ela, filha de proletários, que cresceu entre imagens.
No entanto, eles se reconheceram no primeiro instante. Cada um olhou o outro como o amigo perdido cujo sorriso cintinha um apelo.
Mas havia algo que projetava uma sombra, algo que cada um deles se recusava a ver no outro.

Uma mensagem do destino: eis que sua morte entra em cena

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Núpcias de pensamentos e de artifício;
de dinheiro;
de glória, freqüentemente;
de sangue, ás vezes:
A pessoas da imagem e do pessoal das palavras se aliaram para o melhor e para o pior.
E ela se encontra em seu bangalô, em uma noite púrpura fluorescente.
Deitada em sua cama fria, a espera de alguém para ama-la,
sem deseja-la apenas como uma mulher qualquer.

Los Angeles é mais irreal ainda em 2005 do que há quarenta anos.
Mais metálica. Mais nua. Mais nula.
Los Angeles a cidade dos anjos, tinha se tornado a fábrica dos sonhos.
Sonho de quem queria ser visto, quem queria voar mesmo com os pés no chão.
E é para la, que ela queria ir, era la, que ela queria estar.


É sempre pelo fim que as coisas começam...

      Somente a ficção da certo ao real...


Quando muito, o falsário que seu não hesita em imputar a uns o que outros disseram, viram ou viveram, em lhe atribuir um diário íntimo que nunca foi encontrado, artigos ou notas inventadas, e em lhe emprestar sonhos e pensamentos que nenhuma fonte atesta.
Nessa historia de amor sem amor, entre duas pessoas reais, ligados um ao outro pelos fios do destino, não se procurara nem o verdadeiro nem o verossímil.